Good bye, Fidel!

padilla-cuza-male
A morte física de Fidel Castro (era assim que falávamos da morte de Salazar, depois da sua morte política) vem exigir de nós uma análise crítica das memórias, forçosamente múltiplas, do que foi o castrismo. Entre a geopolítica (o famoso embargo US, a Guerra Fria, etc.), as famosas “realizações” sócio-económicas (saúde, educação) cujo balanço tem sido feito sob controlo ideológico, e os direitos humanos (pessoais, cívicos, políticos), tem aparecido com insistência uma arbitragem: valia a pena renunciar às liberdades (à Liberdade) em troca de alguma acção social. Esta arbitragem é errada, profundamente imoral (porque provém de pessoas que nunca estariam prontas para viver num regime que aposte nessa arbitragem), mas parece dominar os espíritos numa certa “esquerda” que é, no fundo, uma extrema-direita com roupagens de esquerda: aceitação do totalitarismo. Vamos ressuscitar as memórias, contestar as hagiografias oficiais e despedirmos-nos dos ditadores: Hasta nunca más, Fidel!
1. O caso Padilla: um escritor esmagado pelo regime..
 Artigo necrológico do Guardian, Outubro de 2000.
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